Pelo carisma próprio do Instituto, todos os seus membros devem trabalhar, em suma docilidade ao Espírito Santo e dentro da impronta de Maria, a fim de ensenhorear para Jesus Cristo todo o autenticamente humano, ainda nas situações mais difíceis e nas condições mais adversas.
Constituições, 30
O carisma próprio do Instituto Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará é fazer com que cada homem seja “como uma nova Encarnação do Verbo“, trabalhando em suma docilidade ao Espírito Santo e dentro da impronta de Maria, sendo essencialmente missionárias e Marianas, tendo como fim específico a Evangelização da Cultura ou Inculturação do Evangelho, isto é, prolongar a Encarnação em “todo homem, em toda o homem e em todas as manifestações do homem”, de acordo com os ensinamentos do Magistério da Igreja. Nesse sentido, ensina São João Paulo II: “O termo” aculturação “ou” inculturação “, por mais neologista que seja, expressa maravilhosamente um dos elementos do grande mistério da Encarnação”.
Para isso, pedimos a graça de saber como agir concretamente para prolongar a Cristo nas famílias, na educação, nos meios de comunicação, nos homens de pensamento e em toda legítima manifestação da vida do homem.
Em virtude do nosso carisma, a missão recebida do fundador e sancionada pela Igreja, é levar à plenitude as consequências da Encarnação do Verbo, que “é o compêndio e a raiz de todos os bens”, em especial, ao amplo mundo da cultura, ou seja, à “manifestação do homem como pessoa, comunidade, povo e nação”.
Buscamos a glória de Deus e a salvação das almas – as nossas e as dos nossos irmãos e irmãs – praticando, especialmente, as virtudes que mais nos fazem participar do anonadamento de Cristo.
Como todo instituto de vida consagrada, temos um propósito universal e comum. Queremos seguir mais de perto a Cristo com a prática dos conselhos evangélicos de Castidade, Pobreza e Obediência, sob a ação do Espírito Santo, para nos entregar à glória de Deus, à edificação de sua Igreja e à salvação das almas.
Para isso, nos consagramos totalmente a Deus, emitindo votos públicos, manifestando o admirável noivado estabelecido por Deus na Igreja. E fazemos um quarto voto de escravidão mariana, pois queremos manifestar nosso amor e agradecimento a Santíssima Virgem Maria e alcançar a sua imprescindível ajuda para prolongar a Encarnação do Verbo.
Consideramos que um dos meios mais importantes para alcançar o objetivo estabelecido é trabalhar nos pontos de inflexão da cultura, a saber: famílias, educação – especialmente em seminários, universidades e terciários -, mídias sociais e homens de pensamento ou “intelectuais”, no que se refere à iniciação e ao chamado, desenvolvimento, discernimento, formação, consolidação, acompanhamento e subsequente exercício da vocação ao apostolado intelectual.
Nosso Fundador

Carlos Miguel Buela nasceu na cidade de Buenos Aires no dia 4 de abril de 1941 no seio de uma família profundamente religiosa. Recebeu sua Primeira Comunhão na Paróquia São Bartolomeu Apóstolo, no dia 8 de dezembro de 1949, dia da Imaculada Conceição, momento do qual se recorda dizendo: “Recebemos pela primeira vez o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um momento inefável!”
Ingressou no Seminário de Vila Devoto, Buenos Aires, em 1964, e terminou seus estudos no Seminário São Carlos Borromeu, da cidade de Rosário. Foi ordenado sacerdote em 7 de outubro de 1971 na cripta do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes dos Lugares Santos, Buenos Aires, e no dia seguinte cantava sua primeira Missa no «Camarim» (capela principal na Basílica) da Virgem de Luján. Diz ele: “Com o rigor da verdade, o sacerdote se pendura na Hóstia que eleva”. Intenso foi seu trabalho de docente, empenhando-se como professor em várias instituições.
Foi discípulo de duas grandes glórias da Igreja na Argentina, os padres Julio Meinvielle e Leonardo Castellani. De ambos têm formosas lembranças, assim como de quem foi o seu diretor espiritual, o Pe. Pablo Di Benedetto. Do Pe. Castellani dizia: “Foi um apaixonado. Um amante apaixonado do Verbo feito carne. (…) Sua pessoa se eleva gigantescamente em meio do achatamento planetário deste tempo indigente. Foi autêntico! Foi coerente! Chamou as coisas por seus nomes! Foi valente! Arriscou-se por aquilo que amava! Foi magnânimo! Foi nobre! Enfim, foi sacerdote, guerreiro e poeta, porque contemplou, brigou e cantou!”.
Não economiza tampouco elogios ao falar do Pe. Meinvielle: “E se foi impertérrito, durante quase cinquenta anos, se manteve ‘firme na brecha’ (Sl 106,23), quer dizer, esteve sempre preparado e disposto para combater os combates de Deus, foi porque sua alma se alimentava, assiduamente, na contemplação de Jesus Cristo, o Logos feito carne: em Si mesmo, em sua Igreja, na Eucaristia, em cada homem. Se alguém, para reprimir sua inquebrantável fortaleza, lhe tivesse aconselhado que se contentasse com celebrar a Missa, teria respondido como fez Frei Francisco de Paula Castañeda: ‘É precisamente a Missa o que me aviva, e me arrasta, e me obriga à luta incessante'”.
Sua produção intelectual é muito prolífera e se reflete nos inumeráveis sermões, palestras, conferências e retiros realizados desde os primeiros momentos de sua ordenação sacerdotal. Entre seus escritos contamos: «Jovens rumo ao terceiro milênio», livro que já se encontra na quinta edição e foi premiado na Feira Internacional do Livro em Buenos Aires como melhor livro sobre Religião e Espiritualidade, «O catecismo dos jovens», «Modernos ataques contra a família», «Sacerdotes para sempre», «Nossa Missa», «Pão da Vida Eterna e Cálice da Eterna Salvação», «Maria de Luján», «Fátima: e o sol bailou», «João Paulo Magno», e assim numerosos artigos, publicados em diversas revistas de formação.
É um incansável pregador e grande propulsor dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, tendo já pregado a mais de cem grupos de exercitantes. Incansável pregador de missões populares e fundador de vários Lares de Misericórdia.

