“As religiosas, pela mesma dignidade da sua consagração, são Esposas do Verbo. Estão unidas a Ele com uma união íntima e perfeitíssima, são Seus instrumentos dóceis, e sua riqueza consiste em dar-se ao Verbo.”

Diretório de Espiritualidade, 52

O Juniorado é a etapa de formação que continua a do Noviciado, sendo esta absolutamente necessária para todos os membros do Instituto. Afirma o Catecismo da Igreja Católica : “Depois da primeira profissão, a formação de todos os membros deve continuar em cada instituto, para que vivam com maior plenitude a própria vida deste e cumpram melhor sua missão”.

Este tempo de formação tem por objeto consolidar a fidelidade das professas no “seguimento de Cristo”, fortalecer a fidelidade a sua consagração, cuja plenitude se expressa na profissão perpétua.

Tal plano de formação deve ser determinado pelo direito próprio, atendendo às necessidades da Igreja e às circunstâncias dos homens e dos tempos, tal como exigem o fim e o caráter do instituto.

Faço a Deus oblação de todo o meu ser, para que minha vida seja memória vivente do modo de existir e de atuar de Jesus, o Verbo feito carne. 

Constituições, 254

O juniorado tem por finalidade:

Formação integral das religiosas em preparação para a profissão perpétua

É um novo período de formação religiosa, caracterizado pelos estudos filosóficos e teológicos, que se realizam de acordo com as normas do direito e aos documentos da Santa Sé, e sempre em consonância com a espiritualidade e a missão do instituto, a fim de lograr uma autêntica formação integral: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

A respeito disto, afirma São João Paulo II, que se deve ter “um programa que não tenda somente à formação intelectual, senão de toda a pessoa, principalmente em sua dimensão espiritual, para que cada religioso e religiosa possa viver em plenitude sua consagração a Deus, na missão específica que a Igreja lhes confiou”.

Sua importância se fundamenta de acordo com o caráter transcendente da profissão perpétua, visto que por eles a religiosa se consagra a Deus para sempre. Logo, se faz necessário que seja precedida de uma preparação que possa ser considerada como um segundo noviciado.

A comunidade religiosa é em si mesma uma realidade teologal, objeto de contemplação: uma família unida em nome do Senhor.

Diretório de Juniorado, 12