11. A devoção à Virgem
A devoção à Virgem é algo próprio do carisma, não só pelo quarto voto, senão também pela presença da Virgem em todas as nossas atividades, desde a consagração que renovamos em cada Missa, até a terminação de todas nossas festas, com um canto a Virgem.
Nossa relação com a Virgem encontra um novo fundamento em nossa espiritualidade que quer ser “do Verbo Encarnado”. “A Virgem deu seu Sim em qualidade de escravo: “Eis aqui a escrava do Senhor” (Lc 1, 38). E “Deus olhou para a humildade de sua escrava” (Lc 1,48), e então tomou o Verbo “forma de escravo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fil 2,7) em suas entranhas puríssimas”[1].
Afirma São João Paulo II: “… a entrega a Maria tal como nos apresenta São Luis Grignion de Montfort é o melhor meio de participar com proveito e eficácia desta realidade para extrair dela e compartilhar com os demais umas riquezas inefáveis… Vejo nela (escravidão de amor) uma espécie de paradoxo dos que tanto abundam nos evangelhos, nas quais as palavras ‘santa escravidão’ podem significar que nós não saberíamos romper mais a fundo nossa liberdade… Porque a liberdade se mede com a medida do amor de que somos capazes”.
Assim mesmo, outra prática de piedade e de veneração a Santíssima Virgem que deve caracterizar-nos é o Ângelus. A oração do Ângelus de servir para nos “renovar a consciência do mistério da encarnação do Filho de Deus”[2].
Para alcançar esta disposição de suma, total e irrestrita docilidade ao Espírito Santo, que é o Espírito de Cristo, necessitamos que a Santíssima Virgem seja o modelo, a guia, a forma de todos nossos atos, com todas as forças da alma, e do coração, hoje e sempre, dizemos: “Totus Tuus, Maria!”
